ٱلْـحَـمْـدُ للهِ
Teoria Nuclear das Linguagenspor Leonardo Correia Mota
INTRODUÇÃO
Nunca tive muito apreço pelo aspecto burocrático, repetitivo de aplicação de métodos e algoritmos dos cálculos dentro das áreas exatas, com o passar dos anos, meu interesse convergiu para o estudo dos fundamentos da Matemática, pois, até hoje, me parece que as origens são mais relevantes do que os resultados. Isto me levou a ter um maior contato com suas raízes, as quais não estão desassociadas da linguagem comum. Podemos considerar, por exemplo, os postulados de Euclides e a definição de seus entes primitivos, vejamos como a definição de ponto é feita em linguagem simples, sem fórmulas ou simbolismos:
"Ponto é aquilo de que nada é parte"
A Gramática, apesar de sua fama, se mostrava redundante, prolixa, confusa e inexata diante do minimalismo do método científico. Esta falta de estudos sérios nesta área era algo que me incomodava profundamente e minha busca me fez ter contatos com a Lógica, com o Teorema da Incompletude de Gödel e com diversos axiomas e áreas da Matemática, porém, nenhum destes caminhos atendeu minhas expectativas, pois uma questão insistia em não ser respondida:
"Será que a linguagem poderia ser reduzida a um conjunto de propriedades fundamentais, axiomas, ou ideias primitivas das quais resultariam todas as suas propriedades e características?"
Esta busca e a sua consequente verificação de resultados duraram cerca de um ano, e seu amadurecimento e contemplação ainda estão acontecendo. A primeira ação investigativa se deu pela análise de todas as palavras de um dicionário da Língua Portuguesa seguindo a ordem alfabética, já que o objetivo era determinar um núcleo conciso que gerasse todas as palavras, eu esperava encontrar umas vinte palavras talvez, porém me deparei com uma ideia que possui duas propriedades atreladas e interdependentes, das quais todo o restante não passa de mero corolário. O procedimento padrão foi a eliminação de palavras repetidas, conceitos equivalentes, tentando sempre reduzir as redundâncias. Também descartamos todas palavras que poderiam ser escritas utilizando aquelas que já estavam em nosso crivo, enfim, registramos apenas as palavras fundamentais e indivisíveis.
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