Capítulo 2- É possível existir uma teoria de tudo?
A realidade é descrita pela linguagem, a gravidade, a mecânica e as demais leis e áreas da Física são descritas por equações. Maxwell demorou décadas para equacionar o eletromagnetismo, eis seu conjunto sucinto de fórmulas:
Será que, algum dia, seremos capazes de, assim como Maxwell, determinar uma teoria sucinta que faça o mesmo para o todo? Esta é uma busca que persiste e estamos numa situação semelhante a do mito da caverna de Platão, a escrita e a linguagem verbal são reflexos da realidade que se mostra cada vez mais profunda, tanto macro quanto infinitesimalmente. Trabalhamos com representações da realidade e não com a realidade em si e aí é que está o problema, as linguagens, sejam elas codificadas com fórmulas ou não, com gráficos ou imagens ou não, são como um retrato pintado de uma pessoa, ele jamais retratará a pessoa em sua essência, por completo, jamais será total. A realidade não pode ser representada por completo, isto só é feito por ela mesma.
Discutiremos as tentativas da Física com maior riqueza de detalhes em outro capítulo, neste momento é importante entendermos que nossa capacidade de observação é limitada independentemente do grau de tecnologia que tenhamos atingido, a divisão é um conceito matemático que não impõe limites de tamanho para o divisor, podemos determinar sub-partículas, mas sempre iremos querer saber do que elas são feitas. Este raciocínio me levou a desistir de seguir um caminho que todos estavam seguindo, pois as equações, palavras e todos os demais códigos compõem um conjunto de observações do todo e estes deveriam ter algo em comum, pois são retratos, reflexos do mesmo objeto. O primeiro passo que resolvi seguir foi determinar uma Unificação das linguagens, a partir daí eu teria menos problemas com as redundâncias das coisas equivalentes e, talvez, poderia apreciar algumas propriedades fundamentais do todo. Desta forma, a Teoria da Unificação, aqui proposta, tem como principal objetivo resumir todas as linguagens e códigos e, diante de um núcleo conceitual, deduzir algumas leis da Ciência e propor algumas conjecturas.