quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

L3 - Cap1: Terminologia

TERMINOLOGIA

Começaremos definindo um conjunto de símbolos e palavras básicas que serão utilizadas no decorrer do livro, faremos isto utilizando a TNL (Teoria Nuclear das Linguagens) que afirma existir um conjunto de todas as coisas que existem, ela também nos diz que há apenas duas palavras fundamentais ("ter" e "fazer") que geram todas as demais palavras e conceitos, estas palavras "nucleares" aplicam-se aos elementos do conjunto de todas as coisas. A terminologia abaixo será escrita em função da TNL e nos permitirá escrever as palavras e conceitos de forma mais simples. Teríamos muito mais trabalho se isso fosse feito somente com a TNL, para uma abordagem mais exaustiva a respeito da TNL e dos conectivos lógicos sugiro minhas publicações de 2020. 


𝛀 = conjunto de todas as coisas
Alguns afirma que este conjunto não existe, porém demonstrei uma falha conceitual em seus argumentos (Mota, 2020). Eles utilizam o paradoxo de Russell que faz uso de elementos que não possuem a si mesmos "x∉x", porém este é um elemento que não existe de acordo com a TNL - Russell e os lógicos do século XX não tinham em mãos uma sistematização da linguagem, isto fez com que se confundissem com algumas questões filosóficas provenientes de uma má compreensão da linguagem;

.x = tem x
Esta expressão nos diz que x existe, ela pode ser escrita também como "x.x" o que equivale a afirmar que x∈x;

x.y = x tem y
Se x tem um elemento z, então y possui z, "x ter z faz y ter z". Repare que z é um elemento qualquer, a única propriedade que sabemos a seu respeito é que x o possui, portanto trata-se de uma generalização, temos o "para todo" (símbolo ∀) matemático explicitado;

>x = faz x
Esta expressão pode significar que fazemos x existir, logo ela teria o sentido de "formar x" ou ">.x". Ela pode aparecer combinada, por exemplo: (x>y.z) = "x faz y ter z";

° = não
O não é uma forma simples de indicar um conjunto maior de fatos, ao dizermos que uma pedra é verde já estamos dizendo todas as cores que ela não tem: ela não é azul, nem roxa, nem amarela, etc. Por outro lado, se dissermos que ela não é azul, isto significa que ela ou é roxa ou é verde ou é amarela, etc. Em resumo: 𝛀 contém tudo o que existe, portanto o que não existe é obtido automaticamente;

f = falante, r = ouvinte/receptor, a = do que ou de quem se fala, assunto, ix = informação sobre x
O falante e o receptor podem ser uma pessoa, um animal ou um computador, um rádio ou qualquer outra coisa desde que ela transmita ou receba uma mensagem (informação), falar é fazer ter informação "f>r.i" e a informação é uma representação que pode ser um som, uma imagem, um registro de símbolos como a escrita, um sinal luminoso, etc. Resumindo: tanto a informação quanto receptor e falante são coisas que possuem natureza física. Qualquer palavra que represente um ato de comunicação possui a estrutura básica "f>r.ia". O assunto pode ser qualquer coisa que exista ou não, se ele não existe de fato, então será descrito por ideias, palavras e pensamentos que são, por sua vez, representações que existem. Podemos representar coisas que não existem, podemos falar a respeito delas, pois podemos concebê-las em pensamento: Papai Noel não existe, mas sua representação/informação existe. Ter informação sobre x não implica que x exista;

/x = local de x
Este é um conceito relativo, ele nos dá uma visão geral, um esboço mental de um fato que pode ser resumido pela expressão (/x.x, x°./x) "o local de x tem x, mas x não possui seu local". Repare que /x também pode ser entendido como algo físico, pois faz parte do espaço;

x = x no presente, 'x = x no passado, x' = x no futuro
O tempo é resultado do "fazer" que expressa todo tipo de modificação, exemplos: 
'(x>y) = x fez y
(x>y)' = x fará y.
Utilizando a terminologia acima, podemos escrever "f diz que tinha dinheiro" da seguinte forma: f>r.i'(f.$) "f faz r ter informação de que f tinha dinheiro".

x = y "x é igual a y"
Estamos utilizando o = desde o início do texto, portanto devemos defini-lo com precisão. Ele pode significar que x.y e y.x "x.y.x" ou seja: x tem y e y tem x, o que seria equivalente a afirmar que x é y, pois ambos possuem os mesmos elementos. Porém, a igualdade costuma indicar, na maioria das vezes, apenas que duas coisas possuem uma propriedade em comum: ao dizermos que Bruno é igual a Érick, podemos muito bem estar nos referindo a seus direitos, desta forma a maneira mais correta de se escrever esta igualdade seria (direitos de Bruno) = (direitos de Érick), mas, devido à simplificação que costuma ocorrer na linguagem natural, tendemos a sintetizar isto e dizermos apenas que Bruno = Érick ou que todos os homens são iguais perante a lei. Nos casos acima, utilizamos o sinal de = como se referindo ao significado das expressões, escrever "x tem y" equivale a escrever  "x.y", em outras palavras: (a escrita "x tem y") = (a escrita "x.y");

(xy)
Os parênteses possuem a função de juntar coisas, eles podem substituir o "e", pois podemos trocar a expressão "x e y" por (xy) sem perda de significado, se não houver risco de haver uma má interpretação, poderemos simplesmente escrever xy. Muitas vezes também utilizaremos o "e" para agilizar nossa escrita;

x, y
Ao contrário dos parênteses, que possuem função de junção, a vírgula indica ou explicita uma separação, ao escrevermos "xy" já existe uma separação proveniente da utilização de duas letras diferentes, porém, escritas desta forma, podem ser entendidas como um todo assim como (xy). Portanto, quando quisermos explicitar uma separação, indicaremos isto com uma vírgula;

x ou y
Quando utilizamos o "ou", normalmente é no sentido exclusivo, ou seja: (x ou y) = (.x>°.y, .y>°.x). Em linguagem natural seria o equivalente a dizer que "ter x faz não ter y e ter y faz não ter x". A expressão "ele ou ela trabalha na fábrica" pode ser substituída por "ele trabalhar na fábrica faz ela não trabalhar na fábrica e ela trabalhar na fábrica faz ele não trabalhar na fábrica". Portanto, o "ou" faz com que a comunicação seja mais simples nestes casos e o utilizaremos com frequência daqui por diante; 

x.^y = x tem vontade de y
A vontade y pode representar o desejo para que algo aconteça, ou de ter algo, comer, fazer, viajar, jogar, etc. É um sentimento e, como tal, faz parte do universo físico das coisas existentes apesar de não ser palpável. Note que a vontade está presente na maior parte das ações humanas: um falante deve ter vontade de informar algo antes de falar, portanto poderíamos conjecturar se (f.^(>r.i))>(f>r.i) ou questionar o que seria  y na expressão 𝛀.^y;

Utensílio: >.(>x)
 
de, possui
x.[y] = x tem a posse legal de y
Esta palavra pode apresentar 2 possíveis significados:
1) Posse legal: "x possui y" não significa, necessariamente, que "x.y", esta expressão pode indicar que x tem a posse de y, seria uma posse legítima que obedece às leis e convenções de determinado lugar, portanto: (x possui y) = (y é de x) = (x.posse legal de y) = (x. direitos sobre y) = x.[y]. Ao dizermos que Muhammad possui carros, estamos nos referindo à posse destes carros, diferente de "Muhammad.carros" que significaria que tais carros seriam elementos constituintes de Muhammad, poderíamos retratar isto esboçando a seguinte ideia (convenção) geral:
M.[c] = '((M>x.$)>x>M.(>.transporte)), (M>.transporte)°>(.y, y>apreensão)
Traduzindo para a linguagem natural: M possui carros significa que M fez x ter dinheiro fez com que x fizesse M poder fazer ter transporte e M fazer ter transporte não faz ter um y que faça apreensão. Tanto o transporte quanto a apreensão são ações físicas.
2) Ser de algum lugar: ao dizermos que x é da Bahia podemos entender que x mora na Bahia ou que x nasceu na Bahia, ambos casos podem ser entendidos como um conjunto de ações físicas. pois morar significa que esta pessoa dorme, trabalha, estuda, toma banho, etc. na Bahia. Quanto ao nascimento, ele pode ser visto como um subconjunto não estático de 𝛀, um recorte do espaço-tempo, poderíamos simplificar o ato de morar da mesma forma como um conjunto de ações dentro de 𝛀;

b, m = bem e mal
Utilizaremos as letras b e m com os sentidos de bem e mal respectivamente. Estes conceitos são relativos a algo, devem se referir a um benefício ou malefício que determinado sujeito ou coisa possa vir a ser submetido. Quando se diz "fazer o bem", por exemplo, a ideia que temos é um conjunto geral de ações físicas como: alimentar, ajudar, conversar, ouvir, curar, etc. Então, por exemplo, no caso de um faminto y temos que "x>y.alimento" significa que "x>b ou que x>y.b".Todavia, se houvesse um tubarão t com o faminto y nadando no mar m sobre ele e, em seguida, "y>/m°.x", então x faria um bem para o faminto, mas um mal para o tubarão, ou seja: x>y.b e x>t.m. No caso de um alcoólatra temos que "(>fígado.álcool)>(pessoa°.funções do órgão)", esta pessoa prejudicará um órgão que possui diversas funções, isto fará com que ela não tenha um funcionamento do organismo adequado, ou seja: terá um mal em seu corpo. Em resumo, b e m podem expressar um conjunto imenso de ações físicas (subconjuntos de 𝛀) que são relativas a algo ou alguém;     

_x = medida de x
Esta expressão pode indicar uma medida de comprimento ou qualquer medida da Física como temperatura, massa, peso, intensidade, força, etc. (todas obtidas por meio de comparação e estabelecimento de parâmetros pré-definidos). Cabe ressaltar que, em meus trabalhos de 2020, demonstrei que todas as unidades e medidas da Física podem ser escritas em termos de metro, quilograma e segundo. O conceito de medida depende da ideia de número que nasce do conceito de unidade "1" e de seus fragmentos. Temos que 1+1 = 2, isto desconsidera a individualidade das coisas, pois uma coisa mais ela mesma seria ela mesma 1+1 = 1. Esta é a peculiaridade da unidade em comparação com um x individual para o qual tem-se que "x e x = x" (ele e ele mesmo é igual a ele mesmo), desta forma "1 e 1 = 1+1 = 2" ou seja "2 = (1,1)" diferente do esperado "1 e 1 = 1".  
Se quisermos medir o comprimento de x, devemos fazer _x não ter 1 e, a cada processo deste, contabilizar este 1 retirado utilizando um contador "i", quando _x não possuir 1, então ele deverá ter uma medida menor do que 1 que será o próprio _x o qual, finalmente, deve ser adicionado ao "i". Admitindo  que i = 0 e que 1 = 1 metro, temos:

(_x.1)>(_x°.1, i.1) "processo recursivo"
>i._x
Logo i =_x.

Tomemos um _x = 2,34m como exemplo, então:
(2,34.1)>(2,34°.1, i.1) 
Repare que _x = 1,34 e i = 1, como _x tem 1, então é preciso continuar com o processo recursivo: 
(1,34.1)>(1,34°.1, i.1) 
Agora temos _x = 0,34 e i = 2, já que _x não tem 1, fazemos i._x, ou seja:
>i._x = >2.0,34 
Logo i = 2,34 = _x.

Repare que escolhemos _x arbitrariamente, definimos um número, mas esta situação deve ser imaginada fisicamente com um objeto qualquer para o qual não tenhamos uma medida conhecida.
>i._x. Em particular, para indicar a distância entre x e y utilizaremos a expressão d(xy) que é  também uma medida, d(x,x') é temporal.

x maior/menor do que y
x será maior do que y (e y será menor do que x) se _x._y;
Sinteticamente: xmy ou xMy (x menor ou maior, respectivamente).
 
#x = número de elementos de x

y~c = y apresenta uma característica (ou propriedade) c
Para estabelecermos um número de elementos de um x qualquer, devemos ter uma propriedade que servirá de critério para o processo de contagem que pode ser finito ou não. O critério pode ser, inclusive, apenas "x ter este elemento", este seria o critério mais básico da ação "contar os elementos de x", porém, poderíamos desejar contar os elementos de x que apresentam uma característica c qualquer, denotaremos o fato de y apresentar tal característica por y~c. O processo de contagem pode ser representado conforme segue:

i = 0;
(x.y, y~c)>(x°.y, i.1)
Logo, i = #x.

Esta fórmula é análoga ao caso anterior no qual descrevemos o processo de medição. O leitor pode estar questionando a clareza do que seria uma "característica", ela nada mais é do que algo que y possui ou faz, por exemplo, se tomarmos x = Brasil e c = ser nigeriano, então o processo de contagem nos daria o número de nigerianos do Brasil. Neste caso, a característica "c" é ter nascido na Nigéria que é um fato (subconjunto de 𝛀). Se trocarmos c por "ser um mamífero", temos que admitir uma padronização que as pessoas têm a respeito dos mamíferos que pode ser "(y.mamas)>y~c". Cabe ressaltar que as expressões presentes na padronização das características representam um esboço, uma imagem mental, pois é claro que a mama varia de mamífero para mamífero, pois cada um tem sua própria mama. Se quisermos saber se um y qualquer é um mamífero, devemos recorrer às práticas empíricas (físicas): se "y.m" e m apresenta uma forma arredondada, cheia, com ou sem leite (algo branco), com uma textura, temperatura, etc., então teremos algo que satisfaz o critério de ser uma mama. É interessante notarmos que o estabelecimento de característica é algo particular dos seres animais, um ser animal consegue estabelecer se algo é uma presa acessível ou não, os seres humanos conseguem verificar e definir características num nível mais elaborado regado pela linguagem, o que podemos concluir é que as características nascem dos sentidos e empirismo (coisas físicas);
    
p = relativo a um parâmetro
Um parâmetro é uma medida que pode ser dada exatamente como no caso de medidas físicas ou pode variar de pessoa para pessoa. Por exemplo: quando falamos que uma casa é grande, temos que estar nos referindo a um parâmetro aceito pela maior parte das pessoas, digamos que seja p = 300m2. Então, se a medida de área de uma casa é maior do que p, ela será grande "_casa.p>casa.grandeza = casa ser grande". Esta mesma ideia pode explicar à diversas outras palavras: pequeno, alto, gordo, magro, beleza etc.;

s = sentimento/sensação
Consideramos que s seja um subconjunto dinâmico de 𝛀 o qual pode ser descrito fisicamente (a física explica a biologia e a química);

F = coisas físicas como somo, imagem, cor, cidades, geometria, temperatura, força, intensidade, potência, eletricidade, energia, matéria concreta ou não, conceitos biológicos e químicos, força, atos físicos, etc.  
Repare que F contém s, f, r, ^ e boa parte das coisas que já descrevemos acima, apesar disto, o utilizaremos como mais uma forma de simplificar nossa escrita, em resumo temos que 𝛀.F.

N - necessita

Dx = x é determinado, definido, conhecido, _(ix)Mp

Pode ser que algumas dessas letras apareçam em diferentes contextos: i pode ser um sub-índice, por exemplo.

L3 - Rascunhos e introdução

As Ideias Fundamentais

Leonardo Correia Mota

International Publication Cataloging Data (CIP)

Author


QI9.M917g

Mota, Leonardo Correia, 1984-

Mathematical Genesis

Mathematical Genesis

An Application of Nuclear Theory of Languages/Leonardo Correia Mota.

São Paulo, 2020.

159 p.: 12,50 x 18 cm

Bibliography.

ISBN 979-86-876292-1-8




I. Mathematics II. Logic III. Set Theory IV. First Order Logic V. Metamathematics

I. Title

CDD: 511.3

CDU: 51


أعوذ بٱللهِ

بسم ٱللّٰه ٱلرحمن ٱلرحيم‎

ٱلحمد لله رب ٱلعلمين

لا إله إلا ٱلله

الله أحد



INTRODUÇÃO

Para realizar um levantamento inicial de ideias fundamentais é preciso utilizar a própria língua para descrever este processo, isto pode ser um problema se pensarmos que tal fato possa tornar nossa análise tendenciosa, pois como analisar um instrumento com o próprio instrumento? Esta dúvida se esvai se imaginarmos a linguagem como um conjunto de instrumentos para diversas situações, desta forma, cabe a nós descobrirmos quais seriam estas situações candidatas. 



Este livro tem por objetivo expor ao leitor o processo menos inteligente, porém mais natural de redução da linguagem aos seus elementos básicos constituintes, esta tarefa já foi realizada de forma mais sintética e formal considerando-se apenas as classes gramaticais (Mota, 2020, p.24), naquela ocasião, eu disse que a análise de todos os verbetes de uma língua é algo enfadonho e cansaria o leitor, porém pareceu-me conveniente explicitar isto ainda mais percorrendo este caminho. Partirei de uma lista das 5000 palavras mais utilizadas na Língua Portuguesa que, suponho, sejam suficientes para a fluência de qualquer pessoa. Tal tese pode ser questionada, para isto, basta o leitor crítico expor uma palavra que não possa ser explicada por este conjunto considerável de verbetes. A fonte é www.opensubtitles.org (consultada em 17/11/20) disponível também em https://en.wiktionary.org/wiki/Wiktionary:Frequency_lists/BrazilianPortuguese_wordlist (também consultada na mesma data). O trabalho dos desenvolvedores deste site foi feito partindo da contagem de palavras que aparecem nas legendas de filmes, portanto trata-se de um conjunto que tem a capacidade de expressar as mais variadas situações que refletem a realidade e o pensamento humano. O principal motivo que me fez adotar esta lista foi sua organização que dispõe as palavras por nível de ocorrência, sendo que a primeira será a mais popular e a última será a que menos se utiliza, desta forma, espera-se que os termos mais essenciais sejam, justamente, aqueles que estão no topo da tabela. Os outros motivos que me levaram a adotá-la são:


-seu caráter compacto (mas não incompleto), em comparação posso citar o banco de dados que encontrei no site do Instituto de Matemática e Estatística da USP (https://www.ime.usp.br/~pf/dicios/br-utf8.txt), consultado em 17/11/20, que dispõe de um conjunto imenso de palavras, justamente por incluir palavras tais como “Alcibíades” e diversas outras que não possuem propriedades intrínsecas. Além disso, vemos todas as flexões de gênero, número e grau inclusas;

-ela estar desprovida das definições que um dicionário traz, o que deixaria o texto analisado muito maior do que o que expomos aqui;

-praticidade para não ter que digitá-las.

No apêndice I, temos o conjunto de palavras a serem analisadas, cada coluna representa um milhar. A primeira contém da 1ª à 1000ª palavra, a segunda coluna contém da 1001ª à 2000ª palavra e assim sucessivamente. 

Nosso primeiro passo consistirá em analisar a primeira coluna para extrair um esboço das ideias fundamentais, mas, antes, eliminaremos todas as palavras cognatas (de mesma raiz), desta forma deixaremos apenas uma representante da ideia essencial de várias outras, eliminaremos todas as flexões da palavra e discutiremos isto com mais detalhes no primeiro capítulo no qual também traremos uma discussão inicial que levantará uma lista prévia de ideias fundamentais assim como uma terminologia necessária, mas cabe salientar que esta lista já possui as principais flexões em uso. 

No segundo capítulo, fixaremos um conjunto de palavras e ideias fundamentais obtido de uma linguagem minimalista chamada “Toki Pona”, este conjunto nos permitirá definir quais palavras são fundamentais: se uma palavra puder ser escrita em termos destes verbetes fundamentais, então ela poderá ser descartada, pois pode ser construída.

O terceiro capítulo descreverá o processo de “fragmentação” das classes de palavras já realizado no livro “Teoria Nuclear das Linguagens” e falará, brevemente, a respeito desta teoria.

O quarto capítulo apresentará uma reflexão sobre os problemas e limitações da filosofia e a história do tratamento que os lógicos e matemáticos deram à linguagem. O processo mais burocrático de “redução” será feito no quinto capítulo. Para reforçar, ainda mais, os resultados obtidos por este método, consideraremos o trabalho desenvolvido por Charles Kay Ogden (1930) que reduziu a Língua Inglesa às 850 palavras presentes em http://ogden.basic-english.org/words.html (consultado em 22/11/20), isto será feito no sexto capítulo, aqui também realizaremos o mesmo processo com a intenção de demonstrar que ele não está restrito à Língua Portuguesa.

Iniciamos analisando a primeira coluna eliminando o seguinte conjunto de palavras:

- todas as palavras que indicam ou descrevem espaço e tempo;
- nomes próprios e pronomes;
- abreviações;
- cognatos (palavras com mesma raiz) ou seja: possuem mesmo significado intrínseco;
- substantivos concretos com ou sem utilidade, construídos (gerados) ou não;
- sentimentos;
- laços de parentesco;
- conceitos físicos: som, imagem, cor, temperatura, sensações, sabor, energia, velocidade, locais, biológicas, químicas, ações físicas, força;
- número;
- funções (trabalho);
- títulos, patentes (doutor, tenente e etc.);







Sem linguagem a filosofia não existe.

Sem matéria o que existe?

Sem o que existe o que existe?

Língua dos felinos

estrutura de frases e orações. Com e sem >

subordinadas

não é arroganacia, é raiva.

Corpo humano e ações (mente maioria)

Ordem direta da sentença: sujeito+verbo+objeto/adj adverbiais

Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda Miniaurélio Séc. XXI: o minidicionário da língua portuguesa Rio de Janeiro, Nova Fronteira 2000, 4ed rev ampliada


Pensando fisicamente, somos levados a imaginar que um objeto possa ser dividido em infinitas partes ainda mais com a descoberta de subpartículas cada vez menores que acompanha o avanço tecnológico, mas isto é algo em aberto que é limitado por nossas condições científicas atuais. Seria possível provar que todas as coisas podem ser divididas infinitamente? Vejamos: seja x um elemento existente qualquer, suponha, por absurdo, que x tenha sido dividido em um conjunto finito de n partes x1, x2, ..., xn e que não seja possível continuar tal divisão. Desta forma, se tentarmos dividir um xi qualquer, teremos que retirar uma parte própria y de xi, isto é "xi.y e y°.xi". Mas, pela suposição, isto é impossível, pois teríamos dividido x em n+1 partes, logo todo y nesta situação não existe. Portanto, xi não possui partes próprias "(xi.y, y°.xi)>°.y", já que x = (x1x2...xn), temos que x é formado por n "átomos" indivisíveis. 

Fizemos esta reflexão, pois o processo de contagem nos remete a uma ideia de retirar elementos de um conjunto contando um a um, a divisão é um processo de subtração no qual os elementos são dispostos em quantias iguais ou não.