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quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Capítulo 5

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Capítulo 5- O que diz a Física?

       A principal razão pela qual não denominei este livro por "Teoria de Tudo" foi, justamente, para não parecer seguir os passos da Física, cujo próprio nome testemunha sua submissão ao empirismo, além disso, seria muita pretensão querer limitar "O Todo" em uma teoria, por isto mesmo coloco à prova esta Teoria da Unificação das Linguagens.
       Já que estamos inseridos no Todo e nada existe fora dele, então temos que vê-lo por dentro, mas não nos limitaremos ao que é palpável nem ao que é teórico, a realidade existe independente das linguagens e códigos. Atualmente, a Física consegue estudar partículas subatômicas, fomos além do próton, nêutron e elétron e, hoje, já conhecemos o bóson, glúon, múon e etc... Apesar do avanço tecnológico ter permitido que mergulhássemos mais profundamente neste universo infinitesimal, estima-se que as partículas conhecidas hoje representam apenas 5% do universo, os outros 95% seriam constituídos pela misteriosa Matéria Escura(Energia escura + Massa escura) sobre a qual quase nada se sabe, pois ela não interage com a matéria comum que forma nossos instrumentos. Estas porcentagens refletem nossa limitação física, seguir este caminho para a determinação de uma teoria geral não parece algo promissor, pois, mesmo que se consiga quebrar até as sub-partículas, sempre obteremos coisas menores, energia ou matéria, e desejaremos saber do que elas são constituídas. Acredito que o mais sábio seria fazer uma abordagem conceitual que determinasse um conjunto de características comuns à toda Matéria independente de seu tamanho. A física tem evoluído por uma sequência de "aproximações sucessivas", permitindo previsões mais precisas sobre uma variada gama de fenômenos, a candidata da vez é a Teoria das Supercordas que descreve o universo à partir de vibrações de energia: Esta teoria não obteve sucesso até o momento.