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sábado, 24 de julho de 2021

L3: Empirismo Lógico

Empirismo Lógico

Nesta seção, apresentaremos um resumo do artigo presente em https://plato.stanford.edu/entries/logical-empiricism/, consultado em 21/7/21 às 9:30.

    O empirismo lógico estaria mais próximo de um movimento filosófico do que um conjunto de doutrinas, ele teve diversos líderes diferentes cujas opiniões se modificaram, até mesmo divergiam, com o passar do tempo. Provavelmente não exista consenso sobre algo importante entre todos os empiristas lógicos. Este caráter disperso contrasta com o adjetivo "lógico" adotado pelo grupo, na verdade, o termo "empirismo lógico" não tem fronteiras muito precisas e nada muito claro que o distinga da expressão "positivismo lógico" e "é duvidoso que qualquer limite de princípios possa ser traçado ao longo de linhas doutrinárias ou sociológicas." (apud Uebel 2013). Todos estes problemas parecem ter sido postos em segundo plano, pois o que os manteve unidos foi uma preocupação compartilhada relativa à metodologia científica e o papel da ciência na reformulação da sociedade. Hans Hahn, Moritz Schlick, Rudolf Carnap e Otto Neurath eram líderes do Círculo de Viena e Kurt Gödel comparecia regularmente a suas reuniões. A lista de seus membros, visitantes e interlocutores é impressionante, incluindo  WV Quine, Alfred Tarski, Ludwig Wittgenstein, dentre diversos outros. Nem todos admitiram fazer parte do movimento empirista lógico, mas pode-se argumentar que todos fizeram contribuições para ele, mas, apesar de toda estas participações prestigiadas, o empirismo lógico provavelmente nunca obteve a aprovação da maioria dos filósofos do mundo e, em 1970, o movimento estava claramente encerrado - Karl Popper (1902-1994) chegou a afirmar ter “matado” o positivismo lógico. Em 1967, John Passmore disse: "O positivismo lógico está morto, ou tão morto quanto um movimento filosófico pode se tornar." (1967, 57), ele igualava o positivismo lógico ao empirismo lógico, portanto, consequentemente, ele também estava morto. 
  
    Neste percurso houve muitas formulações diferentes de princípios verificacionistas, que constituem um fundamento deste movimento, mas a maioria delas teve um destino infeliz muito rapidamente. Conforme vimos no capítulo sobre a filosofia analítica, isto teve consequências trágicas para todo este movimento filosófico. Carnap tentou contornar este problema mudando a natureza da discussão ao introduzir um novo conceito, o "Princípio da Tolerância", que afirmava não existir uma lógica exclusivamente correta, portanto, o empirismo lógico deveria ser entendido como uma proposta e não como um conjunto de verdades absolutas. Esta proposta de Carnap aparenta não fornecer nada de diferente do relativismo adotado como tática em diversas discussões: não existe certo ou errado, cada um tem sua opinião que se adequa às suas necessidades. Penso que a única coisa nova é a expressão "Princípio da Tolerância" que nada mais é do que um nome novo para uma coisa velha, de fato, ele mergulhou em profunda inépcia ao assumir isto.

    Outro aspecto importante relativo ao empirismo lógico foi que alguns membros do Círculo de Viena, Otto Neurath acima de todos, defenderam a unificação da ciência em termos fisicalistas, derivando toda a química, biologia, psicologia e ciências sociais (nessa ordem) a partir de alguns princípios básicos da física. Carnap, em seu Aufbau, tentou cooperar com este projeto, ele tentou definir todos os conceitos científicos com base em um número muito pequeno de conceitos básicos, talvez apenas um conceito básico. Esta questão ainda não foi resolvida pela filosofia, e os filósofos estão mal equipados para respondê-la (afirmação da fonte).