AS FLEXÕES DAS PALAVRAS
Neste capítulo, também justificaremos a eliminação das flexões das palavras, partiremos das pessoas do discurso, pois estas geram um aumento significativo no número de palavras derivadas a partir de determinada raiz que expressa uma ideia central. Tomando, como exemplo, o verbo “escrever”, no presente do indicativo, temos as seguintes conjugações:
eu escrevo
tu escreves
tu escreves
você escreve
ele/ela escreve
eu escrevo = (x escreve, x = eu)
tu (você) escreves = (x escreve, x = você)
ele/ela escreve = (x escreve, x = ele)
nós escrevemos = (x escreve, x = nós)
vós escreveis = (x escreve, x = vocês)
eles/elas escrevem = (x escreve, x = eles)
f diz "a" para r (no caso indicativo) = f>r.i(a, f.i(.a), f.s), aqui s indica um possível sentimento de certeza, ou seja: (x>f.i(°.a))>(°.x, °(f.i(°.a)));
No caso subjuntivo o emissor expressa a ideia de dúvida ou desejo:
dúvida = não saber = não ter (representação mental) = °.i(.a ou °.a)
desejo = sentimento (algo físico, um impulso) = ^, s e F
O modo imperativo (ou jussivo) é empregado quando a atitude do enunciador exprime ideia de ordem ou pedido, aqui fica implícito um possível prejuízo para quem recebe a ordem e não venha a cumpri-la ou um caráter de favor pessoal no caso de um pedido:
f>r.i(f.^(r>a)) no imperativo = f>r.i(f.^(r>a), (r°>a)'>r.m)
O particípio regular apresenta as terminações "ado" (1ª conjugação) e "ido" (2ª e 3ª conjugações), ele indica uma ação finalizada (passado). Em português, um particípio sempre ocorre em conjunto com um ou mais verbos auxiliares (ser, estar, ter ou haver). Exemplo: "foi falado" = '(>.F).
O particípio irregular pode ocorrer em alguns verbos que apresentam, também, a forma regular, por exemplo: pago e pagado indicam uma ação finalizada.
nós escrevemos
vós escreveis
eles/elas escrevem
De uma ideia central surgem 6 palavras derivadas, a primeira pessoa representa aquela que fala (eu/nós), a segunda indica aquela com quem se fala (tu, vós, você) e a terceira é aquela de quem se fala (ele/eles/ela/elas):
"f" fala "i" para "r" a respeito de "a"
Lembrando que utilizaremos a notação acima na qual "f" é o falante e "i" é a informação passada para o receptor "r" a respeito daquilo que se fala "a". Nos casos acima, f será a 1ª pessoa se f = eu/nós (se sou, ou somos nós que falamos), isto se aplica à situação atual, na qual falo contigo por meio da escrita, logo f = eu, r = você, a = "fundamentos da linguagem" e i = "texto". Portanto, f é a primeira pessoa, r é a segunda e "a" é a terceira. Repare que i é uma representação de "a" (que não precisa ser uma pessoa literalmente), ela pode ser uma escrita, um desenho, uma fala (som) etc. Falar é fazer ter um som que traz uma representação de algo. Portanto temos:
eles/elas escrevem
De uma ideia central surgem 6 palavras derivadas, a primeira pessoa representa aquela que fala (eu/nós), a segunda indica aquela com quem se fala (tu, vós, você) e a terceira é aquela de quem se fala (ele/eles/ela/elas):
"f" fala "i" para "r" a respeito de "a"
Lembrando que utilizaremos a notação acima na qual "f" é o falante e "i" é a informação passada para o receptor "r" a respeito daquilo que se fala "a". Nos casos acima, f será a 1ª pessoa se f = eu/nós (se sou, ou somos nós que falamos), isto se aplica à situação atual, na qual falo contigo por meio da escrita, logo f = eu, r = você, a = "fundamentos da linguagem" e i = "texto". Portanto, f é a primeira pessoa, r é a segunda e "a" é a terceira. Repare que i é uma representação de "a" (que não precisa ser uma pessoa literalmente), ela pode ser uma escrita, um desenho, uma fala (som) etc. Falar é fazer ter um som que traz uma representação de algo. Portanto temos:
eu escrevo = (x escreve, x = eu)
tu (você) escreves = (x escreve, x = você)
ele/ela escreve = (x escreve, x = ele)
nós escrevemos = (x escreve, x = nós)
vós escreveis = (x escreve, x = vocês)
eles/elas escrevem = (x escreve, x = eles)
Estas situações podem ser imaginadas fisicamente:
a
:
i
f------------>r
Tudo aquilo que pode ser imaginado fisicamente, torna-se não fundamental, pois está contido no universo material estático ou dinâmico, portanto, podemos dizer que "escrever = fazer ter escrita = (>.F)". Reduzir toda a matéria e conceitos físicos a F permite que tenhamos uma melhor compreensão do que é puramente abstrato, neste caso, as pessoas do discurso se mostraram como elementos físicos, pois são nomes (palavras) que surgem para descrever, de forma natural, elementos da situação “f fala i para r a respeito de a", exceto o "a" que, talvez, possa ser algo não físico. Vimos que esta expressão pode ser substituída por "f faz r ter uma informação a respeito de a", ela ficou um pouco mais longa, mas, substituindo faz por ">", ter por "." e informação a respeito de "a" por "ia", temos "f>r.ia" que é uma expressão muito mais compacta. Aqui consideramos que falar significa ">.som" e isso faz ".ia", ou seja, a fórmula completa seria "f>r.som>r.ia", onde "F.som".
a
:
i
f------------>r
Tudo aquilo que pode ser imaginado fisicamente, torna-se não fundamental, pois está contido no universo material estático ou dinâmico, portanto, podemos dizer que "escrever = fazer ter escrita = (>.F)". Reduzir toda a matéria e conceitos físicos a F permite que tenhamos uma melhor compreensão do que é puramente abstrato, neste caso, as pessoas do discurso se mostraram como elementos físicos, pois são nomes (palavras) que surgem para descrever, de forma natural, elementos da situação “f fala i para r a respeito de a", exceto o "a" que, talvez, possa ser algo não físico. Vimos que esta expressão pode ser substituída por "f faz r ter uma informação a respeito de a", ela ficou um pouco mais longa, mas, substituindo faz por ">", ter por "." e informação a respeito de "a" por "ia", temos "f>r.ia" que é uma expressão muito mais compacta. Aqui consideramos que falar significa ">.som" e isso faz ".ia", ou seja, a fórmula completa seria "f>r.som>r.ia", onde "F.som".
Resumindo, temos que a situação das pessoas do discurso foi reduzida às coisas materiais/físicas (pessoas literais) assim como sons, escrita (impressões gráficas materiais) e também a informação que pode ser guardada em livros, computadores ou cérebros, por meio de processos físicos, o que inclui dizer biológicos e químicos. Desta forma, justifica-se, ainda mais, descartamos as seguintes coisas como candidatas às ideias fundamentais:
- pessoas do discurso;
- informação (representações, fala, sons, escrita, desenhos etc).
Restrigindo-nos à terminologia, teríamos as seguintes expressões para as pessoas do discurso:
eu escrevo = f>r.i(f>.F), #f = 1
tu escreves = f>r.i(r>.F ou f.i(r>.F)), #r = 1
tu escreves = f>r.i(r>.F ou f.i(r>.F)), #r = 1
você escreve = f>r.i(r>.F ou f.i(r>.F)), #r = 1
ele/ela escreve = f>r.i(x>.F, r °= x, f °= x), #x = 1
nós escrevemos = f>r.i(f>.F), #f maior do que 1
vós escreveis = f>r.i(r>.F ou f.i(r>.F)), #r maior do que 1
eles/elas escrevem = f>r.i(x>.F, f °= x, r °= x), #x maior do que 1
Os casos oblíquos podem ser derivados a partir das pessoas do discurso, resolvi escrevê-los de forma coloquial para facilitar a escrita e leitura:
me faz ter x = >eu.x
te faz ter x = >tu.x
lhe faz ter x = >ele.x
o/a faz ter x = >ele.x
se faz ter x = ele>ele.x
nos faz ter x = >nós.x
vos faz ter x = >vós.x
lhes faz ter x = >eles.x
os/as faz ter x = >eles.x
faz x para mim = >x, .^eu.[x]
x está comigo = /eu.x
faz x para ti = >x, .^tu.[x]
x está contigo = /tu.x
faz x para si = ele>x, ele.^(ele.[x])
x está consigo = /ele.x
x está conosco = /nós.x
convosco = /vós.x
eles fizeram x para si = eles>x, eles.^(eles.[x])
As palavras também podem flexionar-se em gênero (feminino, masculino), número (singular e plural) e grau (aumentativo e diminutivo para os substantivos) e grau (comparativo e superlativo para os adjetivos). A questão do gênero pode englobar um fato biológico (físico) ou a escrita de determinadas palavras:
- "carro" é masculino, pois termina com a letra "o" e por convenção (parâmetro "p = terminar com a letra 'o' e pessoas articularem a palavra no masculino, exemplo: o carro é feio");
- "bicicleta" é feminina, pois termina com a letra "a" e por convenção;
- "vegetal" não se encaixa nas regras acima, mas por convenção é uma palavra masculina;
- "gerente" pode ser feminina ou masculino (comum de dois gêneros);
- "elefante" (epiceno), pode ser elefante fêmea ou macho (fato biológico);
- "capital' (gênero vacilante), "a capital" tem um significado e "o capital" possui outro sentido, este tipo de gênero também possui casos nos quais o significado não muda como na palavra "alface";
- "pessoa" (sobrecomum), neste caso tanto faz se a pessoa é macho ou fêmea, pois a expressão a ser utilizada será "a pessoa";
Portanto, pode-se descartar o conceito de gênero como candidato à ideia fundamental, pois resume-se à questão física da biologia ou convenções de fala e escrita (coisas físicas) construídas para algumas palavras específicas, ter um artigo definido antes de uma palavra masculina, faz este artigo ser "o", as convenções podem ser descritas por meio de ideias mais fundamentais:
- x carro e x é artigo >x = o;
- x pessoa e x é artigo >x = a;
- x gerente e x é homem >x = o;
- o carro é feix > x = o, pois "carro" é masculino (concordância nominal).
Discutiremos a questão do número restrita à concepção da gramática, para um tratamento mais rigoroso consulte (MOTA, 2020). Temos o singular e o plural, se nos referimos a algo que é mais do que um, então temos um plural, caso contrário um singular:
- singular: abelha;
- plural: abelhas.
O "s" ao final da palavra, que deve respeitar as questões de concordância, indica que o número de abelhas é maior do que 1:
- o homem trabalha = h>.F, #h = 1 (neste caso também temos que (°.h)>°.F, pois só há um trabalhador);
- os homens trabalharam = h>.F, #h maior do que 1;
- (x trabalhay, #x maior do que 1)>y = m.
O conceito de grau pode indicar quantidade, tamanho ou intensidade, ele se aplica aos substantivos (aumentativo e diminutivo) e aos adjetivos (comparativo e superlativo). O grau pode ser representado pela própria palavra como o "muito", ou também pode ocorrer numa flexão (carro, carrinho e carrão), a última possibilidade é utilizar uma expressão composta por mais de uma palavra (forma analítica): mais fácil (comparativo), muito pequeno, tão devagar, etc. as respectivas formas sintéticas seriam facílimo (superlativo), pequenino e devagarzinho. Podemos descartar este conceito como possível ideia fundamental, pois ele pode ser descrito em relação a um parâmetro da seguinte forma:
muito = mais do que p = #x ou _x maior do que p;
muitíssimo = mais do que P = #x ou _x maior do que P, p menor do que P;
carrão = tamanho maior do que p = _carro maior do que p (pode indicar beleza);
carrinho = tamanho menor do que p = _carro menor do que p (pode indicar potência, beleza, etc.);
muito pequeno, pequenino = tamanho menor do que k onde p é maior do que k = _x menor do que k (talvez haja um sentimento "s" envolvido, assim como no aumentativo);
x mais bonito do que y = _x maior do que _y. Aqui a medida se refere ao conceito de beleza que pode ser reduzido a um padrão geométrico que envolve simetria (um tipo de verificação de proximidade) ou biológico, hormonal, etc.
bonitíssimo = _x maior do que P, P maior do que p.
Podemos reparar que utilizamos o conceitos de medida/quantidade e maior/menor juntamente com um parâmetro que deve ser reconhecido e, mais ou menos, convencionado pelo grupo de falantes.
MODOS VERBAIS
Existem três modos verbais, no modo indicativo a pessoa que relata algo o faz como se ele fosse um fato:
f diz "a" para r (no caso indicativo) = f>r.i(a, f.i(.a), f.s), aqui s indica um possível sentimento de certeza, ou seja: (x>f.i(°.a))>(°.x, °(f.i(°.a)));
No caso subjuntivo o emissor expressa a ideia de dúvida ou desejo:
dúvida = não saber = não ter (representação mental) = °.i(.a ou °.a)
desejo = sentimento (algo físico, um impulso) = ^, s e F
O modo imperativo (ou jussivo) é empregado quando a atitude do enunciador exprime ideia de ordem ou pedido, aqui fica implícito um possível prejuízo para quem recebe a ordem e não venha a cumpri-la ou um caráter de favor pessoal no caso de um pedido:
f>r.i(f.^(r>a)) no imperativo = f>r.i(f.^(r>a), (r°>a)'>r.m)
f>r.i(f.^(r>a)) por favor = f>r.i(f.^(r>a), (r°>a)'>f.m), aqui m seria uma tristeza, desapontamento, etc.
Cabe ressaltar que os modos verbais se relacionam com os tempos e pessoas e diversas outras coisas que consideraremos isoladamente para não fazermos uma análise dispersa.
O futuro pode ocorrer de 2 formas diferentes no modo indicativo, vejamos como isto acontece:
1. O futuro do presente representa uma ação que irá se realizar: f>r.i(a');
Os tempos verbais apresentam-se combinados aos modos verbais, basicamente se dividem em passado (pretérito), presente e futuro que representamos, respectivamente, por 'x, x e x' de acordo com a terminologia estabelecida. O pretérito pode ocorrer de 3 formas diferentes no modo indicativo, vejamos como isto acontece:
1. O pretérito perfeito do indicativo representa uma ação concluída: '(x>y), .y = x fez y e tem y;
2. O pretérito imperfeito do indicativo descreve uma ação ainda não acabada: '(x>y), x>y = x fez (ou fazia) y e x (ainda) faz y;
1. O pretérito perfeito do indicativo representa uma ação concluída: '(x>y), .y = x fez y e tem y;
2. O pretérito imperfeito do indicativo descreve uma ação ainda não acabada: '(x>y), x>y = x fez (ou fazia) y e x (ainda) faz y;
3. O pretérito mais-que-perfeito descreve uma ação anterior a outra já terminada: '(x>y), ''(z>w). Utilizamos '' para indicar que o momento no qual z fez w é anterior ao momento passado ' no qual x fez y.
O futuro pode ocorrer de 2 formas diferentes no modo indicativo, vejamos como isto acontece:
1. O futuro do presente representa uma ação que irá se realizar: f>r.i(a');
2. O futuro do pretérito descreve uma ação futura, mas que depende de outra já concluída. f>r.i('x>a');
Os verbos também podem flexionar-se em voz, ela indica se o sujeito pratica ou sofre a ação, as vozes verbais são 3:
1. A voz ativa é usada quando o sujeito gramatical pratica a ação: "eu pulei a corda" = "f>.F";
2. A voz passiva aparece quando o sujeito gramatical sofre a ação verbal: "a corda foi pulada por mim" = "f>.F", isto talvez pudesse ser dito da forma "eu fiz a corda ter um pulo sobre ela";
A voz passiva pode ser analítica "a corda foi pulada por mim" ou sintética "pulou-se a corda", ambos casos já estão contemplados mediante nossa explanação dos oblíquos presentes nas pessoas do discurso com o acréscimo do conceito de indefinição "°D" para a voz passiva sintética;
3. A voz reflexiva é utilizada quando o sujeito faz a ação sobre si mesmo: "eu me alimentei" = "f>f.F";
Portanto, a voz verbal é apenas uma característica da linguagem que possui algumas configurações que podem ser traduzidas estruturalmente com nossa terminologia. Se desejássemos fazer isto considerando os fonemas e a morfologia das palavras, teríamos que descrever cada caso e cada verbo com sua respectiva conjugação que pode variar (por exemplo: falado e caído). O final "ada" é um exemplo de configuração presente na voz passiva, isto poderia ser expresso por "x foi + verbo+ada".
Os verbos podem ocorrer, também, no infinitivo, gerúndio e particípio. O infinitivo indica a ação em si, a trata como um substantivo, por exemplo, "andar" não indica tempo ou modo, mas apenas o nome da ação que pode ser tratado como substantivo: "o andar faz bem para a a saúde" = "F>.b". O infinitivo pode ser identificado por 3 terminações (conjugações verbais):
1ª conjugação = -ar (andar)
2ª conjugação = -er (fazer)
3ª conjugação = -ir (imprimir)
Apesar disso tudo, o infinitivo não precisa ser necessariamente impessoal (como aparece nos dicionários), ele pode ocorrer sob um sujeito: para eu andar.
1ª conjugação = -ar (andar)
2ª conjugação = -er (fazer)
3ª conjugação = -ir (imprimir)
Apesar disso tudo, o infinitivo não precisa ser necessariamente impessoal (como aparece nos dicionários), ele pode ocorrer sob um sujeito: para eu andar.
O gerúndio apresenta a terminação "ndo", ele indica uma ação em andamento (o presente): "construindo" = ">.F";
O particípio regular apresenta as terminações "ado" (1ª conjugação) e "ido" (2ª e 3ª conjugações), ele indica uma ação finalizada (passado). Em português, um particípio sempre ocorre em conjunto com um ou mais verbos auxiliares (ser, estar, ter ou haver). Exemplo: "foi falado" = '(>.F).
O particípio irregular pode ocorrer em alguns verbos que apresentam, também, a forma regular, por exemplo: pago e pagado indicam uma ação finalizada.